domingo, 17 de abril de 2011


Quando tudo que se quer é sossego, abraços apertados, caricias, afagos. Quando o dia não traz boas lembranças, que acalentem o coração, e o peito soluça, e bate uma vontade da solidão....
Ouvir aquela canção ainda que sem sentido em si, mas com tanto sentido em mim. Fazendo o reencontro, do escondido em mim, com minha realidade, com o que sou e o que quero ser.
Penso que existir é sentir, e sentir muitas vezes é sofrer, no silencio do peito fechado e escuro. Que “ser” deixa para traz a ternura de nascer, mas cresce em decepções e descontentamentos e a aprendizagem vem com passos mal dados, tropeços e quedas. Que ensinam em suas feridas, em suas cicratizes. Que deixam longe as marcas do joelho, as quedas de bicicletas, mas que trazem pra alma as negações recebidas, os olhares negados e os amores renegados.

O “ser” cresce em meio a terremotos de sentimentos e maremotos de lagrimas, que choram no peito em silencio, sem nem mesmo chegar aos olhos, mas que custam sorrisos forçados. Porque crescer muitas vezes dói.

E o mais bonito de tudo isso é encontrar felicidade em si. É ser feliz ao ver que sofres para ser melhor. É entender que a felicidade não esta alheia a tudo isso, a todo o crescimento, a toda a melancolia, a toda dor, mas ela esta junto, caminhando lado a lado. Porque ser feliz não é estar feliz, não é sorrir bobamente, não é ser piegas, mas é simplesmente ser feliz consigo. É saber que crescer, não em rugas, mas na existencia, requer esforço, vontade, empenho e dor.
Porque nem toda dor vem seguida de lagrima e nem toda felicidade vem seguida de um sorriso.